Desde o ano passado, os principais técnicos do Pentágono têm trabalhado em um programa que vai fazer a ciberguerra parecer fácil. É chamado de Plano X. E se este projeto parecer um videogame ou filme de ficção, não é por acaso. O Plano X foi construído pelos designers que estão por trás de alguns dos computadores mais famosos da Apple – com as intervenções dos ilustradores que ajudaram a trazer Transformes para a tela.

Hoje, os ciberataques destrutivos – aquelas que causam transtornos nos servidores ou descontrolam outros equipamentos, são montados por pequenas equipes de hackers. Essas equipes estão recebendo ordens do mais alto escalão do governo, e todo esse trabalho leva meses para ser planejado. Além do mais, seus efeitos podem ser incertos, apesar de toda essa preparação. Vale ressaltar que há quem acredite que a maior intrusão de rede da história do Pentágono, pode ter sido uma infecção acidental, e não uma ação deliberada.

Portanto, esse grupo de engenheiros de Apple, do Google e empresas de game que trabalham para as Forças Armadas dos EUA estão planejando um projeto que pretende tornar democrática a onda de ataques cibernéticos.

A intenção desse projeto é tornar a ciberguerra relativamente fácil, tão fácil quanto simplesmente usar o iPhone ou jogar Angry Birds, de acordo com a comparação feita pelos responsáveis por esse planejamento. Ou seja, os ataques cibernéticos deixarão de ser privilégio de pessoas que possuem um conhecimento vasto, passando a ser uma ação popular e que estará ao alcance de qualquer um. Dessa maneira, seria mais eficaz o combate por parte do governo americano.

Com essa montagem do “Plan X”, os envolvidos pretendem que as guerras cibernéticas passem a depender muito mais da habilidade e estratégia dos seus membros do que de seus conhecimentos, pois é a prática inteligente e sagaz que vai trazer os resultados desejados.

Basicamente, desenvolver recursos para combater o mal com o mesmo mal ou devolver com a mesma moeda.

Foram gastos mais de 5 milhões de dólares até agora no plano. O que tem incomodado os cidadão norte-americanos é a possibilidade de a internet virar um campo de guerra, os conflitos aumentarem e o cenário virtual ficar ainda pior.

Fonte: Under-Linux.org e Wired

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