Sexta, 21 Junho 2013 19:36

Brasil: redes sociais e revolução

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Todos já devem saber que as manifestações que acontece em diversas cidades brasileiras, dentre elas, as principais capitais, em que pessoas foram às ruas protestar por uma série de injustiças e excessos. É muito provável afirmar que se não fosse pela internet, não seria alcançado o ápice de ontem à noite.

Fato este marcante que mostra como a internet é uma aliada importantíssima para a sociedade.

Facebook, Twitter, Youtube, todas ferramentas pacíficas e que conectam um país tão grande, como o Brasil.

Este ano, o Wall Street Journal publicou uma reportagem em que chamava o Brasil de “capital da mídia social do Universo”. Isso nós já poderíamos deduzir depois da séria de pesquisas feitas a respeito dos usuários brasileiros no início deste ano. Os números sobre redes sociais, contudo, variam um pouco, dependendo da fonte e da metodologia. O site Socialbakers coloca o Brasil como segundo maior país em usuários do Facebook. A empresa de pesquisa ComScore mostra o Brasil em terceiro, depois dos Estados Unidos e da Índia. De qualquer forma, ambos confirmam a importância do país, pelo menos em audiência, para as redes sociais.

Quem está conectado às redes sociais percebeu que os protestos se tornaram quase um tema único nos últimos cinco dias, dominando publicações no Twitter, Facebook e também no YouTube. Os compartilhamentos impactaram potencialmente mais de 79 milhões de internautas até a noite de segunda-feira, 17.

O mapeamento foi realizado online pela empresa Scup. Essa abrangência foi alcançada entre quarta-feira e às 21h de segunda.

O mapeamento das redes indica uma curva crescente das publicações sobre o tema desde quinta-feira, dia da manifestação que foi marcada pela violência policial. Os termos mais citados foram “Protesto”, “O gigante acordou”, “Vem pra rua” e “Acorda, Brasil“. A plataforma contabilizou mais de 236 mil itens publicados no período.

A internet teve papel fundamental na organização dos atos. Em São Paulo, por exemplo, o evento no Facebook para a manifestação de ontem teve 276 mil confirmações. O ato foi grande, mas se percebe que muita gente fez questão de demonstrar o apoio virtual.

Mas não foi só isso, o Instagram da presidente Dilma Rousseff foi hackeado. A autoria foi assumida pelo grupo hacker Anonymous Brasil, que postou uma imagem da máscara de Guy Fawkes, símbolo do movimento, no perfil. Além de imagens, os hackers deixaram mensagens, como “senhora presidenta da República, ou a senhora faz alguma coisa ou o Brasil vai parar” e “nós não vamos tolerar mais”, seguidas da que vem sendo o lema dos manifestos: “o Gigante acordou”.

No dia 17, o perfil da revista Veja no Twitter também foi invadido por um grupo ativista.

Muitas empresas aproveitaram e mostraram o seu apoio nas redes sociais mesmo, abusando, inclusive, da criatividade, com vídeos e ilustrações.

Será que, devido a essa ferramenta, poderá ser afirmado, daqui em diante, que o brasileiro está mais perto de alcançar o país democrático que sempre almejou?

Fonte: Estadão

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